POEMA SANTO, SANTO SANTO ISAÍAS, 6:3 Poeta Raymundo Cortizo Perez, (Th.D.)

 Introdução


POEMA SANTO, SANTO SANTO ISAÍAS, 6:3
Poeta Raymundo Cortizo Perez, (Th.D.)
INTRODUÇÃO
A busca humana pelo Absoluto frequentemente encontra na poesia o seu veículo mais perfeito. Quando a profundidade teológica da revelação bíblica se une à imensidão da cosmologia moderna, o verso clássico torna-se o único espaço capaz de abrigar tamanha grandeza. Este poema nasce do encontro entre o tremor sagrado do profeta Isaías e a contemplação de um universo em eterna expansão. Através da cadência rigorosa do decassílabo, busca-se traduzir o mistério Daquele que preenche o tecido do espaço-tempo: o Deus que habita a eternidade, mas cuja glória reverbera em cada átomo da criação. É um canto de assombro, ciência e fé.

Epígrafe
"E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória."
— Isaías 6:3

O Trino Canto do Cosmos
Poeta Raymundo Cortizo Perez

Do trono azul, além do tempo e espaço,
Um som ecoa em ondas de energia:
É o Santo, Santo, Santo que alumia
A imensidão que trago em meu abraço.
O Deus que era, no princípio mudo,
O Deus que é, sustentando o firmamento,
E o Deus que vem, no fim do movimento,
Trazer a luz que preencherá tudo.
As galáxias se dobram em louvor,
Girando em dança sutil, misteriosa,
A criação, mecânica e grandiosa,
É só o reflexo do Teu puro amor.
Ó Todo-Poderoso, Rei do Agora,
Que habita o hiato entre o porvir e o antes,
Nos Teus mistérios, astros cintilantes
São só poeira que Teu sopro doura.
Minha alma canta a lírica beleza,
De ver o Eterno em cada lei gravado,
O Deus que cura o peito machucado
É o mesmo que governa a natureza.

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