O LIVRO DE ESTER, POEMA. Prof. Raymundo Cortizo Perez (Th.D.)

 POEMA: O LIVRO DE ESTER

O LIVRO DE ESTER, POEMA.
Prof. Raymundo Cortizo Perez (Th.D.)
>O livro de Ester é um exemplo clássico de providência “silenciosa”: o nome de Deus não aparece explicitamente, mas cada reviravolta (a escolha de Ester, a insônia do rei, a queda de Hamã) revela a mão divina conduzindo a história.
A teologia da providência divina é a doutrina que afirma que Deus não apenas criou o universo, mas continua a sustentá-lo, governá-lo e dirigi-lo ativamente para os Seus propósitos eternos.
No silêncio das estrelas ordenadas
o Ser predestinado se revela:
não por acaso a órfã foi chamada
a reinar onde a noite se desvela.
Ester, no tempo certo, se ergue e ousa;
o cosmos curva-se ao fio da vontade.
Haman cai, o povo sobe, a roda pousa
no eixo invisível da eternidade.
Deus cala e, calando, tudo move:
o ser que é, já era no desígnio.
Entre o risco e a graça o ser se prove
e o universo canta o seu domínio.
Assim o frágil vence o poderoso
quando o Ser eterno o faz formoso.
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Pequena biografia de Ester
Ester (em hebraico Hadassá, que significa “murta”; em persa, Esther, possivelmente “estrela”) foi uma jovem judia que viveu no Império Persa no século V a.C., durante o reinado de Assuero (identificado historicamente com Xerxes I).
Órfã de pai e mãe, foi criada em Susã por seu primo mais velho, Mordecai. Quando a rainha Vasti foi deposta, o rei ordenou que se buscassem belas jovens virgens em todo o império. Ester foi levada ao harém real e, após um ano de preparação, conquistou o favor do rei, tornando-se rainha.
Ester escondeu sua origem judaica por orientação de Mordecai. Quando o poderoso ministro Hamã planejou o extermínio de todos os judeus do império, Mordecai pediu que ela intercedesse junto ao rei. Mesmo sabendo que aproximar-se do monarca sem ser chamada poderia custar-lhe a vida, Ester respondeu com coragem: “Se eu perecer, pereci” (Ester 4:16).
Ela organizou banquetes, revelou sua identidade e denunciou o plano de Hamã. O rei ordenou a execução de Hamã e autorizou os judeus a se defenderem. O povo foi salvo, e a festa de Purim foi instituída em memória dessa libertação.
Ester permanece na tradição judaica e cristã como símbolo de coragem, identidade fiel e instrumento da providência divina — mesmo em um livro onde o nome de Deus não é mencionado explicitamente.
Em nome do Senhor Jesus, amém.

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